domingo, 4 de novembro de 2012
My own sorrow
Meus pés me doíam mais que o comum. Já havia moldado a saudade sobre minha epiderme que havia ficado muito bem como um manto sobre todo meu corpo. Havia ficado tão bem. Já conseguia combinar com minhas roupas prediletas. A saudade era até maleável, a dor não. A dor é esculpida em nosso interior. E eu esculpia cada noite com um lado da cama vazia, sem você. Sempre que me dava conta pensava "Tão perto e tão longe. Como pode?" E me doía mais uma vez, acontecia mais uma martelada dentro de mim e o estomago esfriava e a agonia aparecia. Unhas eram roídas, dedos estralados e lábios mordidos mas isso não me aproximava de você. Não o quanto gostaria. Ai.. a agonia aumenta e vem a vontade de chorar mas as lagrimas não escorrem. Respiro fundo ate sentir que o ar já entrou mais do que devia e quase engasgo. As vezes penso que poderia fazer loucuras. Puar seu portão, entrar de mansinho e pular sua janela só para te ver dormir calmamente no seu quarto azul escuro. Mas claro, sou virginiana, penso demais e não vou. Só olho pela janela. Não ouso sair da cama. Diluo em minha própria tristeza até meus olhos pensarem e a madrugada me levar até você.
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