domingo, 4 de novembro de 2012

Corpos pela manhã


Minhas mãos grossas que amam sua pele.. ah se ela imaginasse..
Que meu desejo mais profundo é prender ela na minha cama para sempre
Gosto quando ela sorri com vergonha. Se escondendo atras do ombro, ela se vira e me apaixono outra vez. pelo seu pescoço... e dali não quero sair nunca mais.
O perfume naquele ponto me deixa zonza meio como embriagada a ponto de ter todos os sentimentos juntos ali de uma vez só
Ela se volta para mim e passa os dedos em minhas sardas eu aproveito e roubo um beijo na sua mão  Ela sorri apaixonada.
Começamos a nos beijar e a cada troca de caricias percebo cada detalhe avida pelo o que estar por vir.
Reparo em cada detalhe que ela nem se da conta. Mapeio o corpo dela com os dedos e ela tem belos arrepios. Beijo suas costas ela suspira profundamente como se cada suspiro fosse o ultimo. Mordo suas costas e vejo seus pelos subirem. Sua pele é fina, delicada e branca. Macia ao toque. E eu a consumo. 

My own sorrow

Meus pés me doíam mais que o comum. Já havia moldado a saudade sobre minha epiderme que havia ficado muito bem como um manto sobre todo meu corpo. Havia ficado tão bem. Já conseguia combinar com minhas roupas prediletas. A saudade era  até maleável, a dor não. A dor é esculpida em nosso interior. E eu esculpia cada noite com um lado da cama vazia, sem você. Sempre que me dava conta pensava "Tão perto e tão longe. Como pode?" E me doía mais uma vez, acontecia mais uma martelada dentro de mim e o estomago esfriava e a agonia aparecia. Unhas eram roídas, dedos estralados e lábios mordidos mas isso não me aproximava de você. Não o quanto gostaria. Ai.. a agonia aumenta e vem a vontade de chorar mas as lagrimas não escorrem. Respiro fundo ate sentir que o ar já entrou mais do que devia e quase engasgo. As vezes penso que poderia fazer loucuras. Puar seu portão, entrar de mansinho e pular sua janela só para te ver dormir calmamente no seu quarto azul escuro. Mas claro, sou virginiana, penso demais e não vou. Só olho pela janela. Não ouso sair da cama. Diluo em minha própria tristeza até meus olhos pensarem e a madrugada me levar até você.