sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A caminhada
Com
aquele ar de decepção, cada passo rasgava a garganta. A temperatura estava
propicia a me fazer suar, então aproveitei para chorar baixinho. Fazer o soluço
virar ipo, as lagrimas em suor, e as bochechas vermelhas em esforço. As dores nas articulações eram o de menos. Eu as sentia, mas achava que merecia pelo
mais novo fracasso, então pisava mais forte e forçava cada vez mais. Os farois
passavam rapído, e eu só sentia o vento levar o suor até as pontas dos meus
cabelos. Caminhei sem rumo até me dar conta que estava num lugar completamente
escuro e afastado. Quando me dei conta de onde realmente estava olhei em volta
pra ver se não tinha ninguem e quis gritar. Mas fiquei com medo de acordar a
quem não deveria estar ali. Quem não
deveria estar mais aqui. Então olhei para o alto e respirei fundo só. Voltei a
sentir o vento que batia no meu pescoço e dava aquela sensação gostosa de frio
em corpo quente. Voltei a enxergar luzes outra vez depois de meia hora. E a sensação gostosa
ficou nos rastros deixados daquela meia hora de caminhada no escuro.
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