sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Talvez a questão nao esteje ao nossos olhos como pensamos. Talvez devessemos botar no
papel tudo de ruim. Analisar, discutir, repensar e extrair as pedras do nosso
caminho para não tropecarmos mais. A cada dedao batido na pedra mais lesões acumulamos, conseguimos ate disfarçar mancamos um pouco mas logo disfarçamos aquela dor e caminhamos normalmente. Mas porque não adimitir que doeu? Sentar e
chorar como uma criança, falar que realmente doeu e que nessas horas a gente só
quer que apareça alguém para dizer que esse simples tropeço não foi
insignificante e que cada lagrima derramada, por mais fútil que seja o motivo,
é valida. Que abrace e mime a gente e diga que isso vai passar. Que tudo vai
melhorar e que vai passar. E por mais que eu diga que aquilo é o fim esse alguém me olhe e diga que nao. Mas isso nunca acontece. Eu tropeço doi e engulo
o choro. Aceito a dor calada, sorrindo falsamente cada vez mais. E agora
relendo isso entendo porque sempre que choro sai mais lagrima que o normal.
Porque preciso de tantos lenços de papel. Entendo que cada palavra descrita
aqui, postada aqui ou não, sao tipo diferrentes de lagrimas que estao guardadas
dentro de mim. Com vários tipos de sentimentos guardados dentro de cada texto e
palavra. Que meu arsenal só esta aumentando com o passado e o futuro de cada
substantivo. Que o belo ato de escrever e descrever, de imaginar e criar viva
dentro de cada um para se libertar de seus próprios fantasmas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O medo que você carrega não é menor que o meu. nem maior. tratamos de maniras diferentes, de maneiras que não entendemos nos desesperamos. Eu te agrido você chora. Formou-se então um ciclo. Um ciclo que só vai desaparecer no dia em que todos estiverem caídos e só nós em pé, e só existir nossos olhos.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
infinito
Por enquanto nossos sentimentos andam juntos. mais próximos que nossos próprios corpos. Acho que só isso já basta. Já alimenta. O infinito adotou nosso amor sem pergunta, cegas aceitamos sem questionar se faria bem ou mal. Só que a resposta era mais que obvia.
Your Smile
Foi no inverno que seu sorriso me esquentou.
Hoje você brinca, dizendo ser o efeito de certas substancias duvidosas que estavam em meu organismo. mas não. Mas no fundo a gente sabe que não foi. Foi seu sorriso. Ele me engoliu de uma maneira não quero mais sair.
Hoje você brinca, dizendo ser o efeito de certas substancias duvidosas que estavam em meu organismo. mas não. Mas no fundo a gente sabe que não foi. Foi seu sorriso. Ele me engoliu de uma maneira não quero mais sair.
Sua Sombra
Ela era tão
suave…
Sua pele
branca me ofuscavam mesmo no oscuro
Seus
cabelos me tampavam a visão,
Eu tomei a
liberdade de me amarrar dentro daquele sorriso e nunca mais sair,
Me trancar
dentro do seu corção e engolir a chave
como nos desenhos,
Trocar suas
palpebras por fotos minhas para que você nunca lembra de outro alguem,
Costurar
meus passos logo atras dos seus para nunca te perder,
O vermelho
no meu rosto de vergonha é da mesmo cor dos seus labios depois de eu os beija –
los.
A caminhada
Com
aquele ar de decepção, cada passo rasgava a garganta. A temperatura estava
propicia a me fazer suar, então aproveitei para chorar baixinho. Fazer o soluço
virar ipo, as lagrimas em suor, e as bochechas vermelhas em esforço. As dores nas articulações eram o de menos. Eu as sentia, mas achava que merecia pelo
mais novo fracasso, então pisava mais forte e forçava cada vez mais. Os farois
passavam rapído, e eu só sentia o vento levar o suor até as pontas dos meus
cabelos. Caminhei sem rumo até me dar conta que estava num lugar completamente
escuro e afastado. Quando me dei conta de onde realmente estava olhei em volta
pra ver se não tinha ninguem e quis gritar. Mas fiquei com medo de acordar a
quem não deveria estar ali. Quem não
deveria estar mais aqui. Então olhei para o alto e respirei fundo só. Voltei a
sentir o vento que batia no meu pescoço e dava aquela sensação gostosa de frio
em corpo quente. Voltei a enxergar luzes outra vez depois de meia hora. E a sensação gostosa
ficou nos rastros deixados daquela meia hora de caminhada no escuro.
O Rio
Certamente
o estranho tinha mais certeza do que devia ter.
Mais que a
rua já aberta
Mais que o
relogio com seus números exatos.
Ele por sua
vez tinha hora e local
Data e
destino já definidos
Então,
nesse dia, nessa hora e nesse local
Cruzei com
ele num dia cinza
Que parecia
ter mais vida que qualquer amanhecer
Ele me
apontou para um rio
Um rio de
magoas que levava todos que não conseguiam ver um futuro crescente
Eu via as
pessoas irem por vontade propria
Entao o
estranho, cheio de certezas me disse para ir
Que seria
bom para mim
Eu ainda
espero olhando para baixo
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