sexta-feira, 13 de setembro de 2013


Sabe, foi assim desde que nasci. Tem doído desde que me entendi por gente. E continua doendo escondido sem ninguém perceber nem notar. Agora, hunf, já não importa, agora não faz diferença. Foi assim desde que nasci. Eu vi os ratos morrerem, mas não me comovi. Eu senti dor, mas meu calçado eu não vesti porque gostei da dor. Aquela altura havia brotado uma espécie de simbiose. Você não viu. Ou fingiu não ver. Você se cega a dor dos outros porque acha que a sua é maior mas tanto a minha, quanto a sua, quanto a dela mesma. Só muda a maneira de conta-la e a dimensão com a qual nos a expomos ao mundo. Que a pele sangra, que os olhos queimam, que a boca seca...

sábado, 13 de abril de 2013

Inanem Animum, Pleno Corde

Para que servem as palavras? Se em você elas apenas passam em volta. Você é uma esponja cheia, incapaz de absorver novas informações. Contigo apenas existe reciclagem. De pessoas, palavras e situações. No fundo a virginiana nunca vai ser diferente do leonino, capricorniano ou pisciano. Hoje possuo mais camadas que minhas paredes. Tenho medo e fujo pelo pior caminho. Depois você me acha e me traz de volta. Mas tenho medo de um dia fugir de pirraça e você não perceber e eu acabar indo longe demais. Não me achar. Percebe? Mente vazia, coração cheio.


domingo, 4 de novembro de 2012

Corpos pela manhã


Minhas mãos grossas que amam sua pele.. ah se ela imaginasse..
Que meu desejo mais profundo é prender ela na minha cama para sempre
Gosto quando ela sorri com vergonha. Se escondendo atras do ombro, ela se vira e me apaixono outra vez. pelo seu pescoço... e dali não quero sair nunca mais.
O perfume naquele ponto me deixa zonza meio como embriagada a ponto de ter todos os sentimentos juntos ali de uma vez só
Ela se volta para mim e passa os dedos em minhas sardas eu aproveito e roubo um beijo na sua mão  Ela sorri apaixonada.
Começamos a nos beijar e a cada troca de caricias percebo cada detalhe avida pelo o que estar por vir.
Reparo em cada detalhe que ela nem se da conta. Mapeio o corpo dela com os dedos e ela tem belos arrepios. Beijo suas costas ela suspira profundamente como se cada suspiro fosse o ultimo. Mordo suas costas e vejo seus pelos subirem. Sua pele é fina, delicada e branca. Macia ao toque. E eu a consumo. 

My own sorrow

Meus pés me doíam mais que o comum. Já havia moldado a saudade sobre minha epiderme que havia ficado muito bem como um manto sobre todo meu corpo. Havia ficado tão bem. Já conseguia combinar com minhas roupas prediletas. A saudade era  até maleável, a dor não. A dor é esculpida em nosso interior. E eu esculpia cada noite com um lado da cama vazia, sem você. Sempre que me dava conta pensava "Tão perto e tão longe. Como pode?" E me doía mais uma vez, acontecia mais uma martelada dentro de mim e o estomago esfriava e a agonia aparecia. Unhas eram roídas, dedos estralados e lábios mordidos mas isso não me aproximava de você. Não o quanto gostaria. Ai.. a agonia aumenta e vem a vontade de chorar mas as lagrimas não escorrem. Respiro fundo ate sentir que o ar já entrou mais do que devia e quase engasgo. As vezes penso que poderia fazer loucuras. Puar seu portão, entrar de mansinho e pular sua janela só para te ver dormir calmamente no seu quarto azul escuro. Mas claro, sou virginiana, penso demais e não vou. Só olho pela janela. Não ouso sair da cama. Diluo em minha própria tristeza até meus olhos pensarem e a madrugada me levar até você.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pois  bem, não sei por onde começo. Meus erros ultimamente foram tantos que mesmo pedindo as desculpas mais sinceras não amenizariam um terço. Eu imagino que se eu lhe dissesse isso você provavelmente diria "Que bom que você sabe!", e pois é. Para minha infelicidade eu sei. E agora no fundo não sei que rumo tomar. No fundo eu acredito que nada do que eu faça ou diga vai trazer você de volta. Nada trará os beijos e sorrisos fulminantes de volta. E continuar com friezas, indiretas e desconfianças mata qualquer lembrança, qualquer vestígio de felicidade.












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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Talvez a questão nao esteje ao nossos olhos como pensamos. Talvez devessemos botar no papel tudo de ruim. Analisar, discutir, repensar e extrair as pedras do nosso caminho para não tropecarmos mais. A cada dedao batido na pedra mais lesões acumulamos, conseguimos ate disfarçar mancamos um pouco mas logo disfarçamos aquela dor e caminhamos normalmente. Mas porque não adimitir que doeu? Sentar e chorar como uma criança, falar que realmente doeu e que nessas horas a gente só quer que apareça alguém para dizer que esse simples tropeço não foi insignificante e que cada lagrima derramada, por mais fútil que seja o motivo, é valida. Que abrace e mime a gente e diga que isso vai passar. Que tudo vai melhorar e que vai passar. E por mais que eu diga que aquilo é o fim esse alguém me olhe e diga que nao. Mas isso nunca acontece. Eu tropeço doi e engulo o choro. Aceito a dor calada, sorrindo falsamente cada vez mais. E agora relendo isso entendo porque sempre que choro sai mais lagrima que o normal. Porque preciso de tantos lenços de papel. Entendo que cada palavra descrita aqui, postada aqui ou não, sao tipo diferrentes de lagrimas que estao guardadas dentro de mim. Com vários tipos de sentimentos guardados dentro de cada texto e palavra. Que meu arsenal só esta aumentando com o passado e o futuro de cada substantivo. Que o belo ato de escrever e descrever, de imaginar e criar viva dentro de cada um para se libertar de seus próprios fantasmas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O medo que você carrega não é menor que o meu. nem maior. tratamos de maniras diferentes, de maneiras que não entendemos nos desesperamos. Eu te agrido você chora. Formou-se então um ciclo. Um ciclo que só vai desaparecer no dia em que todos estiverem caídos e só nós em pé, e só existir nossos olhos.