sexta-feira, 13 de setembro de 2013


Sabe, foi assim desde que nasci. Tem doído desde que me entendi por gente. E continua doendo escondido sem ninguém perceber nem notar. Agora, hunf, já não importa, agora não faz diferença. Foi assim desde que nasci. Eu vi os ratos morrerem, mas não me comovi. Eu senti dor, mas meu calçado eu não vesti porque gostei da dor. Aquela altura havia brotado uma espécie de simbiose. Você não viu. Ou fingiu não ver. Você se cega a dor dos outros porque acha que a sua é maior mas tanto a minha, quanto a sua, quanto a dela mesma. Só muda a maneira de conta-la e a dimensão com a qual nos a expomos ao mundo. Que a pele sangra, que os olhos queimam, que a boca seca...

sábado, 13 de abril de 2013

Inanem Animum, Pleno Corde

Para que servem as palavras? Se em você elas apenas passam em volta. Você é uma esponja cheia, incapaz de absorver novas informações. Contigo apenas existe reciclagem. De pessoas, palavras e situações. No fundo a virginiana nunca vai ser diferente do leonino, capricorniano ou pisciano. Hoje possuo mais camadas que minhas paredes. Tenho medo e fujo pelo pior caminho. Depois você me acha e me traz de volta. Mas tenho medo de um dia fugir de pirraça e você não perceber e eu acabar indo longe demais. Não me achar. Percebe? Mente vazia, coração cheio.